Colapso hibernal
das cousas ausentes.
Desfila diante de mim
o teu olhar parado.
Na minha frente
há figuras de mortos
tecendo roupas brancas,
e na tua vida
há qualquer cousa de triste
que não foi contado.
Coragem de viver os dias
sem falar de loucos
quando há qualquer louco
no infinito,
pedindo uma lembrança
e contei os seus dias de vida
nos meus sonhos.
Existe um deus qualquer
nas minhas entranhas.
Pobre loucura
atrofiando o amor da amada.
Teu pobre olhar
atrofiou minha vida inteira.