Solidariedade

Não deves ter desesperança,
        Cada estrela incendeia;
O silente orvalho se lança
        E o sol tudo clareia.

Não à desesperança, embora
        O pranto vá jorrar:
Mas os áureos anos de outrora
        No peito hão de ficar.

Todos choram, como se deve,
        O ar, qual nós, dá seus ais,
O pesar fica sob a neve,
        Vêm folhas outonais,

Que revivem; pelo seu fado
        O teu nunca é rompido:
Vai, mesmo que desanimado,
        E jamais dolorido!