Solidariedade
por Emily Brontë
Não deves ter desesperança,
Cada estrela incendeia;
O silente orvalho se lança
E o sol tudo clareia.
Não à desesperança, embora
O pranto vá jorrar:
Mas os áureos anos de outrora
No peito hão de ficar.
Todos choram, como se deve,
O ar, qual nós, dá seus ais,
O pesar fica sob a neve,
Vêm folhas outonais,
Que revivem; pelo seu fado
O teu nunca é rompido:
Vai, mesmo que desanimado,
E jamais dolorido!